18 ago Cartilha sobre Cisterna de Placas ganha nova edição
O projeto No Clima da Caatinga (NCC), que é realizado pela Associação Caatinga em parceria com a Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, acaba de lançar a nova edição da cartilha sobre Cisterna de Placas. O material técnico-educativo orienta sobre a construção, instalação, limpeza, cuidados e monitoramento dessa tecnologia social.
A cartilha foi desenvolvida pela equipe técnica do projeto e está disponível gratuitamente no site do No Clima da Caatinga. Além da versão digital, uma versão impressa será entregue às famílias das comunidades rurais que recebem a tecnologia, como apoio nas capacitações realizadas pela equipe.
O que é uma cisterna de placas?
Durante muito tempo, o semiárido brasileiro foi associado à escassez de água. Na verdade, o que existe é uma irregularidade das chuvas. Diante desse cenário, tecnologias de captação e armazenamento de água se tornaram essenciais para a convivência com o semiárido, aproveitando melhor os períodos chuvosos e garantindo mais segurança hídrica às famílias. Dessa forma, a cisterna de placas é uma tecnologia disseminada pelo No Clima da Caatinga.
Trata-se de um reservatório construído com placas de cimento, equipado com um sistema de calhas instaladas no telhado das casas, que captam a água da chuva e a conduzem até a cisterna. Por ser coberta, a cisterna evita a evaporação da água e impede a contaminação por animais. Cada unidade armazena até 16 mil litros, volume suficiente para abastecer uma família de cinco pessoas por cerca de oito meses, desde que o consumo seja planejado e o nível de água acompanhado regularmente. A orientação é que a água armazenada seja destinada às necessidades essenciais, como beber, cozinhar e higiene bucal, evitando usos como banho, lavagem de roupas ou limpeza da casa.
Tecnologia que faz parte de uma estratégia maior
A distribuição de cisternas de placas integra a linha de ação de tecnologias socioambientais do No Clima da Caatinga, parte do Modelo Integrado de Conservação da Caatinga, estratégia que envolve comunidades rurais da região em ações de conservação ambiental e busca aumentar a resiliência da população do Semiárido aos efeitos das mudanças climáticas. Além das cisternas, o projeto também dissemina outras tecnologias sociais, como canteiro bioséptico, fogão ecoeficiente, sistema bioágua, meliponicultura e coletores de sementes.
A equipe da instituição entrega as tecnologias, realiza capacitações e faz monitoramentos periódicos, para garantir que as famílias façam o uso correto de cada uma delas.
As famílias apoiadas pelo projeto vivem em 40 comunidades rurais no entorno da Reserva Natural Serra das Almas, unidade de conservação de 6.285 hectares gerida pela Associação Caatinga. Ao todo, já foram disseminadas 1.038 tecnologias sociais, das quais mais de 100 são cisternas de placas entregues às famílias de Crateús (CE) e Buriti dos Montes (PI).
O que vem pela frente
A quinta fase do No Clima da Caatinga prevê a instalação de 30 novas cisternas de placas nas comunidades rurais de Crateús e Buriti dos Montes. A ação busca contribuir para a segurança hídrica, a adaptação climática e a convivência sustentável com o semiárido. A iniciativa integra o conjunto de ações do projeto voltadas à proteção da Caatinga, à valorização das comunidades rurais e ao fortalecimento de uma relação mais equilibrada entre as pessoas e o bioma.



