O que o No Clima da Caatinga faz para combater a poluição

Hoje, 14, é o Dia de Combate à Poluição, um marco para a reflexão sobre as causas e consequências das mudanças climáticas. A data foi criada em agosto de 1975, a partir do Decreto-Lei nº 1.413, também conhecida como a primeira legislação a determinar mecanismos para o controle da poluição industrial.

Seis anos depois, já em 1981, surgiu a Política Nacional do Meio Ambiente, lei que ampliou a discussão e estabeleceu o conceito de poluição como: degradação da qualidade ambiental resultante de atividades que direta ou indiretamente, prejudiquem a saúde, a segurança e o bem-estar da população, criem condições adversas às atividades sociais e econômicas, afetem desfavoravelmente a biota, as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente, lancem matérias ou energia em desacordo com os padrões ambientais estabelecidos.

Lançar, no meio ambiente, substâncias em conflito com os critérios sustentáveis de regeneração do planeta, resulta em condições ambientais cada vez mais degradantes para todos ecossistemas e organismos existentes, seja da fauna ou da flora, incluindo nossa própria espécie; os humanos.

Existem inúmeros tipos de poluição: hídrica, atmosférica, do solo, sonora, visual e etc. Todas elas, com algum nível de impacto negativo no cotidiano das cidades, zonas rurais, oceanos e florestas. 

Segundo relatório da Organização das Nações Unidas, a poluição do meio ambiente causa 12,6 milhões de mortes por ano. Os óbitos são resultado de fatores de risco ambientais, como poluição do ar, da água, do solo e etc. O estudo também mostra que 80% do esgoto mundial é despejado na natureza sem nenhum tipo de tratamento.

 

O que o No Clima da Caatinga tem feito para combater a poluição

O Projeto No Clima da Caatinga (NCC) trabalha a partir de 7 eixos de atuação:  gestão e criação de unidades de conservação; restauração florestal; educação ambiental; disseminação de tecnologias sociais de convivência com o semiárido; fomento à pesquisa científica; incentivo a políticas públicas socioambientais; e campanhas de comunicação.

O principal objetivo da iniciativa é mitigar os efeitos potencializadores do aquecimento global por meio da conservação do semiárido. O projeto atua na Caatinga desde 2011 e é realizado pela Associação Caatinga com patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental.

A base central do trabalho do NCC é na Reserva Natural Serra das Almas (RNSA), unidade de conservação na categoria Reserva Particular do Patrimônio Natural que é gerida pela Associação Caatinga desde 2000. A área possui 6.300 hectares de extensão e está localizada entre as cidades Crateús (CE) e Buriti dos Montes (PI). Ao redor da região existem 40 comunidades rurais que abrigam cerca de 4 mil famílias.

Durante a execução do projeto, as ações do NCC evitaram a emissão de aproximadamente 615 mil toneladas de gás carbônico e sequestraram 2 mil toneladas do mesmo gás. Além disso, o projeto deu o suporte necessário para a criação de quatro RPPNs. A extensão das áreas perfaz um total de 141,58 hectares de Caatinga protegida.

O projeto também disseminou 734 tecnologias sociais para as comunidades rurais que estão no entorno da RNSA, ademais houve a capacitação de mais de 2500 pessoas no uso das tecnologias distribuídas. Entre elas estão: cisterna de placas, forno solar, sistema bioágua, meliponicultura, fogão ecoeficiente, gestão de resíduos sólidos, compostagem e coleta de sementes.

Em relação à restauração florestal, o NCC produziu, plantou e monitorou quase 90 mil mudas de árvores nativas da Caatinga. Em consonância ao reflorestamento, a equipe de educação ambiental do projeto alcançou mais de 82 mil pessoas por meio de atividades didáticas, eventos e exposições. 

 

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

A adoção de diversas medidas em prol da mitigação das mudanças climáticas por parte do No Clima da Caatinga está alinhada a três objetivos dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Ao 6º, que busca garantir disponibilidade de água limpa para todos; ao 13º que trata de mudanças climáticas e, por último, ao 15º que é focado na proteção e recuperação dos ecossistemas terrestres.

Os ODS são uma coleção de 17 metas globais estabelecidas pela ONU. Elas abrangem questões de desenvolvimento social e econômico, como pobreza, igualdade de gênero, aquecimento global, educação, saúde e etc. O propósito é alcançar as 17 metas até 2030.